Calçada Viva pode estimular percursos a pé e aliviar o trânsito de São Paulo

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Uma solução para melhoria do trânsito em SP, seria investimento para estimular o passeio a pé.

Com o trânsito cada dia mais complicado e o transporte público ineficiente, uma solução para questões de mobilidade urbana na cidade de São Paulo seria o investimento em ações que estimulassem o passeio a pé. Nesse sentido, a discussão avança e vai bem além de iniciativas para acessibilidade de pessoas com necessidades especiais de locomoção. Calçadas niveladas, arborizadas, tratadas como elemento importante no processo urbanístico das cidades seriam ideais, mas não fazem parte de um sonho inalcançável. Alguns setores já desenvolvem soluções e projetos em torno do que ficou conhecido como Calçada Viva, um conceito que pode nortear a construção de ruas convidativas à circulação de pedestres.

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O projeto consiste em propor uma nova ideia de revitalização de calçadas, principalmente aquelas que ladeiam grandes extensões de muros e, desse modo, convidar a população ao convívio em ambientes ao ar livre. O conceito foi criado para que o cidadão pudesse resgatar o hábito de andar na calçada com conforto, praticidade e segurança. Para dar uma ideia da importância dessa abordagem, os 60 mil quilômetros de calçadas da cidade de São Paulo seriam suficientes para uma volta e meia em torno da Terra.

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A projeção de calçadas vivas ou ecológicas incentivariam as pessoas a caminhar mais. Afinal, a maioria das nossas calçadas são ruins, com desníveis, buracos, pisos irregulares, degraus, entre outros obstáculos, o que acaba causando muitos acidentes. As calçadas devem ser mais largas, com faixas de serviços para arborização, telefones públicos e lixeiras, por exemplo. Além disso, devem ser  acessíveis, com rampas para cadeirantes, piso portátil de orientação e alerta.

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Mas é no quesito meio ambiente que o conceito de Calçada Viva ganha contornos de inovação, com sugestões sustentáveis que garantem passeios públicos muito mais agradáveis a todos. Entre as ações, está o plantio de árvores, arbustos, forração vertical (hera e unha de gato nos muros, por exemplo) e grama de forma organizada nas áreas de calçada, bem como de espécies frutíferas para atração de pássaros. Já é comprovado que áreas vegetadas melhoram a qualidade do ar, diminuem as variações de temperatura e até minimizam os problemas respiratórios.

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Além disso, é importante haver um planejamento em conjunto com as companhias fornecedoras de energia, água, gás e telefone que quebram constantemente o piso das calçadas, resultando em prejuízos estéticos e obstáculos para o passeio (buracos, emendas e caimentos inapropriados). Nesse caso, são indicados produtos e técnicas para as chamadas calçadas inteligentes, que funcionam como uma galeria no subsolo, permitindo que as fiações da rede elétrica, telefônica, de TV, fibras óticas, rede de água e esgoto sejam embutidas. A medida ajuda na manutenção dos serviços sem necessidade de quebrar o piso e ainda diminui a poluição visual da cidade.

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No plano de criação da Calçada Viva, o piso drenante exerce um papel fundamental. Caso as calçadas fossem construídas com matérias permeáveis ou recicláveis, a drenagem de água pelo solo seria facilitada, evitando problemas como as enchentes, por exemplo, devido à dificuldade de escoamento. Além da percolação de água, materiais de coloração mais clara (à base de cimento), diminuem a absorção de calor, contribuindo para a redução do efeito das chamadas ilhas de calor.

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Falta apenas vontade política para mudar a situação dos passeios públicos da capital paulista. O certo seria que todas essas calçadas fossem ecológicas e se engana quem pensa que esse tipo de calçada é mais cara, pois o custo da calçada ecológica é praticamente o mesmo da convencional. Se as calçadas de São Paulo recebessem pisos drenantes, eles drenariam o equivalente a 120 piscinões da Praça Charles Miller, que fica no Pacaembu. Essa água iria direto para o subsolo, hidratando a vegetação urbana e ajudando a diminuir os alagamentos.

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