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Dono de qualidades únicas que agregam requinte, sofisticação, criatividade e bom gosto: esse é Alex Hanazaki. Paisagista, arquiteto por formação, o profissional é um dos grandes nomes da arquitetura no país, além de possuir grande prestígio internacional. Hanazaki tem um incrível talento para transformar simples ambientes em magníficos jardins, numa espécie de obra de arte.
Seus projetos sempre contam com um toque de tropicalismo e brasilidade – sua marca registrada -, que combinam elementos de plantas tropicais com acessórios modernos e revestimentos importados de diversas partes do mundo, o que torna seus ambientes lugares únicos que convidam à contemplação, aguçando os cinco sentidos do ser humano.
Detalhista, Alex Hanazaki tem em seu portfólio os mais variados tipos de projeto, que vão desde jardins residenciais de alto padrão ou até mesmo em espaços reduzidos, o que confirma sua versatilidade e capacidade de criação, além de ambientes comerciais que incluem o famoso Hotel Tivoli, Pullman, entre outros.
Nascido em Presidente Prudente, Hanazaki carrega de seus pais e avós orientais os princípios da simplicidade, sutileza e delicadeza em todos os seus trabalhos, mesclando de forma harmoniosa a estética contemporânea com linhas simétricas que fazem cada um de seus jardins terem sua marca registrada.

Alex Hanazaki diz: " A demanda pelos meus projetos como paisagista foi aumentando e entendi que esse era meu caminho"
Atualmente, o escritório de Alex Hanazaki é reconhecido internacionalmente por seus trabalhos executados, que mostram refinamento estético e características únicas de criação, porém, sempre respeitando a identidade de cada cliente. "Procuro incansavelmente o perfeito equilibrio entre a arquitetura e o verde em todos os espaços", ressalta o paisagista.
A seguir, a íntegra de nosso bate-papo.

Sendo arquiteto por formação, o que motivou você ter escolhido o paisagismo como profissão?
Nasci arquiteto e cai no paisagismo por acaso. E acho que fiquei na área por uma seleção natural. A demanda pelos meus projetos como paisagista foi aumentando e entendi que esse era meu caminho.

Atualmente a profissão de paisagista não é regulamentada no Brasil. Em sua opinião, este impasse poderia ser solucionado de que forma?
Como acontece em outros países, deveria haver um curso universitário mais especifico para área.
Como você avalia o mercado nacional de paisagismo?

Acredito que é um mercado muito promissor e sinto que a demanda para meus trabalhos vem aumentando a cada ano, por conta do bom momento da economia brasileira e das mudanças que ela emprega.
Quem foi o “divisor de águas” de sua carreira, a Casa Cor ou a Fiaflora?

Projeto Fiaflora Projeto Casa Cor
Acredito que os dois momentos foram muito importantes para mim, a Fiaflora que me trouxe confiança necessária para participar da Casa Cor, que me deu muita visibilidade e me abriu as portas do mercado.
Qual a sua opinião sobre os eventos, feiras e mostras de paisagismo realizados aqui no Brasil?
Todas elas têm sua devida importância e fazem toda a diferença para o setor, além de revelar novos talentos e consagrar os profissionais experientes.

“Em 2007, com o projeto do Jardim do Flamboyant, presente na Casa Cor, o paisagista fez uma releitura do famoso espaço, que resgatava a essência vanguardista e ficou imortalizado como um dos 1000 jardins mais belos do mundo”
E quanto aos eventos sobre paisagismo realizados em outros países, você já teve a oportunidade de conhecer algum? Qual a sua visão sobre o que é feito lá fora?
Sim e sempre que possível costumo visitar as edições da Maison Objet (Paris) – que sempre consigo achar algum produto diferenciado e de muito bom gosto. A feira Chelsea Flower Show (Londres) é incrível, como os jardins da cidade que são perfeitos. Já na feira Guangzhou fair (China) encontramos de tudo. Desde uma plantinha até equipamentos de ultima geração para um bom trabalho!
Como você define o seu estilo de trabalho?
Não sou adepto a um único estilo de jardim, brinco sempre que o meu estilo é o do cliente, e procuro adequar minhas ideias ao estilo de construção existente, juntamente com as necessidades dos expectadores criando uma harmonia do externo com o interno.
Quais são as espécies de plantas que não podem faltar em seus projetos?

As plantas tropicais, temperos e o elemento água, que acho muito importante.
Ao longo de sua carreira, qual o projeto que você avalia como o mais ousado. Por quê?

Gosto muito do projeto que realizei para a primeira edição da Hyundai Mostra Black, pois foi um trabalho muito autoral, que utilizei elementos que nunca havia usado como projeções que eram uma extensão do jardim vertical.
Qual a sua dica para quem pretende ingressar na profissão?
Ser paciente e observador, ter obstinação e se especializar sempre.
Imagens: divulgação
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Comentários
SOU SUA FÃ !!
TENHO UMA AMIGA QUE FEZ FACULDADE COM ELE TUPÃ !!
PARABENS ALEX, ANTES DE VC, SÓ O BURLEMAX
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