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De visita ao Brasil


  Mas queria fazer um jardim mediterrâneo de verdade, real. Não esses que sempre vejo por revistas brasileiras com as paredes laranjas ou terra cota, com vasinhos pendurados e muito azulejo... Porque estes não são os jardins mediterrâneos, são jardins de estilo andaluz (do sul da Espanha) e são bem diferentes. Decidi acabar com esse mito e levar para a mostra um jardim de Barcelona, Valência ou de Ibiza. Um jardim com um mínimo de manutenção e pouquíssimo consumo de água, que além de ser um jardim para descansar o corpo e a mente, ao mesmo tempo te convida a passar horas e horas deitado conversando com bons amigos...

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  Quando chegou o dia de voltar para minha terra, coloquei a grama artificial na mala e me despedi de Madri por um mês. Deixei vários clientes em stand by e desconectei. Agora era o momento da mostra.

  Em 12 dias de muita correria, consegui parcerias incríveis, com gente maravilhosa como o Valter da UPM CAPITAL, a Silvana da VASART e a Corina da ASIA PEDRAS, sem contar que sem a ajuda do Lucas da ENGFOREST teria sido muito complicado.

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  Não posso dizer que tudo foram flores. A montagem foi uma loucura e tive algumas decepções. Mas meu braço direito, o Sr. Amador Briones foi imprescindível para apagar pequenos "incêndios".

  O curioso foi que quando comentava que colocaria grama artificial no espaço, muitos torciam o nariz, imaginando o pior... E foi muito legal ver a reação das pessoas quando o jardim estava pronto. A grande maioria me perguntava se podia pisar, porque achavam que a grama era de verdade.

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  Os gaviões (aramado) que continham os tocos de eucalipto e que junto com um colchonete formavam um banco foram muito bem recebidos. E apesar de aqui na Espanha eu usá-los recheados com pedras, foi a primeira vez que provei com madeira. O efeito foi muito agradável.

  A fonte também fez muito sucesso, já que aparentava ter muita água, mas não tinha quase nada, era um verdadeiro "espelho d'água" com apenas 2cm de profundidade. Gostei de ver a surpresa dos visitantes ao tocarem  para comprovar que não era fundo.

  As plantas eram todas comuns nos jardins europeus e com alta resistência hídrica. Uma oliveira, lavandas e phitosporum. Poucas plantas, pouca manutenção, baixo consumo de água, mas muitas texturas e cheiros.

  Com relação ao impacto visual, acho que cumpri minha meta. E foi com muita alegria que notei que meu medo tinha sido em vão. Os resultados não poderiam ter valido mais a pena. Não só pelas grandes parcerias, mas também pelas pessoas que vieram prestigiar o espaço como o paisagista Raul Cânovas que sempre foi uma grande inspiração para mim e tive o imenso prazer de conhecê-lo. Também passaram por ali Benedito Abud, Mari Polesi e a primeiríssima dama do Estado de São Paulo,  Lu Alckmin, que ficou encantada com o jardim e ainda ganhou uma cópia do livro "Entre o Amor e a Amizade" da Bianca Briones.

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Com o arquiteto e paisagista Benedito Abbud

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(Da esquerda para a direita: Monique Briones, Bianca Briones e Lu Alckmin)

  Enfim... Não posso reclamar. Foi uma experiência incrível em diferentes níveis.

  Já estou de volta a Madri, com projetos incríveis e correndo atrás do tempo.

  O Brasil deixa saudades sempre, mas dessa vez não será por muito tempo, foi inevitável aceitar projetos novos na terra onde nasci.

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                                                                                                                                  Imagens: divulgação