O Jardim da Nova Era

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Vivemos tempos de renovação e eles levam a um aprimoramento das mulheres, dos homens e até das plantas

Algo parecido aconteceu há 500 anos, enquanto surgia o Renascimento, na República Florentina da Toscana. Foi exatamente nessa época em que Maquiavel, revolucionando as ciências políticas, publicara “O Príncipe”, no mesmo período em que Leonardo da Vinci pinta a Mona Lisa e Michelangelo esculpe o “Moisés”, que de tão real lhe faz exclamar: por que não falas? (perché non parli?).

O mesmo Michelangelo que guia os primeiros passos de Giacomo da Vignola, autor dos magníficos jardins de Villa LanteVilla GiuliaVilla Farnese. Era o momento de reformas profundas, deixando para traz uma Idade Média, caracterizada pelo baixo desenvolvimento cultural, apesar de Dante Alighieri, Giotto e das catedrais góticas. Isto era motivado pelas invasões bárbaras, que obrigavam a um isolamento em cidades fortificadas e castelos medievais.

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Creio que o século XXI marca uma etapa de reestruturação do pensamento, uma era em que uma corrente nova, como essa que foi marcada pelo Renascimento, nos leve a nos libertar ainda mais. Não derrubando muralhas, como no medioevo, e sim, desmoronando preconceitos, e até conceitos fundamentados em conclusões retrógradas.

O homem livre pode, como nunca, usar seus direitos plenos de ir de vir e o mais importante, de pensar ousadamente quando inventa ou produz coisas, antes impensadas.

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Mas então, como seria o jardim da nova era? Penso que deva se adequar às ideias de uma geração que se autoinovou rompendo padrões.

Assim, como os estilistas imaginam uma moda com um conforto nunca considerado nas décadas passadas, ou como pensam os arquitetos nas formas de morar mais simplificadas e os designers de mobiliário, de automóveis e até de canetas, desenham projetos descomplicados e menos afetados de adereços inúteis, o paisagista deverá criar jardins espontâneos e singelos, valendo-se de uma naturalidade que o século passado não levou em conta, abusando de um estilo muitas vezes rebuscado, com a justificativa de impor efeitos estéticos duvidosos, transformando nosso contorno em cenários falsos e efêmeros.

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Observo como o habitante das grandes cidades está saturado dos arranha-céus, do trânsito e dos almoços executivos, ingredientes tão admirados na década de 1980. É fácil de constatar como foge de tudo isso nos finais de semana, em busca do agreste condenado pelos nossos antepassados. Esta geração quer viver de modo prático, sem perder o charme, claro. Por esse motivo, os jardins devem ser repensados seguindo estas premissas:

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  • Não usar plantas obtidas por mutações maléficas, que ocasionem doenças genéticas;
  • Não plantar espécies que foram exaustivamente tratadas com defensivos;
  • Não tratar qualquer árvore, palmeira, arbusto ou simples florífera, como elemento meramente decorativo;
  • Não podar, anulando a vontade de desenvolver o porte que a espécie sempre teve, pelo simples prazer de ornar;
  • Não impor condições climáticas ou de luminosidade a qualquer planta, ignorando suas necessidades;
  • Não projetar jardins, cujo exotismo desfigure a paisagem genuinamente brasileira;
  • Não derrubar árvores, a não ser por perigo iminente;
  • Não usar produtos que envenenem o meio ambiente;
  • Não ignorar a fauna que tantos favores prestam ao jardim;
  • Não dar as costas aos apelos da natureza sábia.

Contato:

www.raulcanovas.com.br/

 

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