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“O mercado de paisagismo é muito promissor”, afirma o paisagista Alex Hanazaki

 Sendo arquiteto por formação, o que motivou você ter escolhido o paisagismo como profissão?

  Nasci arquiteto e cai no paisagismo por acaso. E acho que fiquei na área por uma seleção natural. A demanda pelos meus projetos como paisagista foi aumentando e entendi que esse era meu caminho.

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 Atualmente a profissão de paisagista não é regulamentada no Brasil. Em sua opinião, este impasse poderia ser solucionado de que forma?

 Como acontece em outros países, deveria haver um curso universitário mais especifico para área.

 Como você avalia o mercado nacional de paisagismo?

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  Acredito que é um mercado muito promissor e sinto que a demanda para meus trabalhos vem aumentando a cada ano, por conta do bom momento da economia brasileira e das mudanças que ela emprega.

 Quem foi o “divisor de águas” de sua carreira, a Casa Cor ou a Fiaflora?

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  Projeto Fiaflora                                   Projeto Casa Cor    

  Acredito que os dois momentos foram muito importantes para mim, a Fiaflora que me trouxe confiança necessária para participar da Casa Cor, que me deu muita visibilidade e me abriu as portas do mercado.

 Qual a sua opinião sobre os eventos, feiras e mostras de paisagismo realizados aqui no Brasil?

  Todas elas têm sua devida importância e fazem toda a diferença para o setor, além de revelar novos talentos e consagrar os profissionais experientes.

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“Em 2007, com o projeto do Jardim do Flamboyant, presente na Casa Cor, o paisagista fez uma releitura do famoso espaço, que resgatava a essência vanguardista e ficou imortalizado como um dos 1000 jardins mais belos do mundo”

alex_hanazaki_giuliano_bertolluci_credito_marcos_lima E quanto aos eventos sobre paisagismo realizados em outros países, você já teve a oportunidade de conhecer algum? Qual a sua visão sobre o que é feito lá fora?

  Sim e sempre que possível costumo visitar as edições da Maison Objet (Paris) – que sempre consigo achar algum produto diferenciado e de muito bom gosto. A feira Chelsea Flower Show (Londres) é incrível, como os jardins da cidade que são perfeitos. Já na feira Guangzhou fair (China) encontramos de tudo. Desde uma plantinha até equipamentos de ultima geração para um bom trabalho!

 Como você define o seu estilo de trabalho?

  Não sou adepto a um único estilo de jardim, brinco sempre que o meu estilo é o do cliente, e procuro adequar minhas ideias ao estilo de construção existente, juntamente com as necessidades dos expectadores criando uma harmonia do externo com o interno.

 Quais são as espécies de plantas que não podem faltar em seus projetos?

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  As plantas tropicais, temperos e o elemento água, que acho muito importante.

 Ao longo de sua carreira, qual o projeto que você avalia como o mais ousado. Por quê?

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  Gosto muito do projeto que realizei para a primeira edição da Hyundai Mostra Black, pois foi um trabalho muito autoral, que utilizei elementos que nunca havia usado como projeções que eram uma extensão do jardim vertical.

 Qual a sua dica para quem pretende ingressar na profissão?

  Ser paciente e observador, ter obstinação e se especializar sempre.

Imagens: divulgação


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