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Vivências ambientais práticas para uma boa infância

Partindo do pressuposto de que o caminho para termos um mundo ambientalmente melhor, mais equilibrado e por que não dizer sustentável é o conhecimento, o melhor então a se fazer é começarmos a introduzi-lo nos princípios da educação.

Ensinar as crianças desde a mais tenra idade a melhor forma de interagir com a natureza, tirando partido do que ela nos oferece de maneira compensativa e não destrutiva.

Tenho a convicção de que se o respeito à natureza de um modo geral começar a ser instigado desde cedo isso se tornara inato na criança, consequentemente fará parte de sua rotina de vida não como uma opção, mas sim como única alternativa para se viver bem.

Neste ponto entra o paisagista,  profissional qualificado que  conseguirá oferecer métodos demonstrativos e lúdicos para concepção de ambientes e instalações para práticas e vivencias ambientais através de ferramentas que o paisagismo oferece, aproveitando a curiosidade natural da criança para desenvolver nela o “bem querer” pela natureza e a sua responsabilidade de preservação dos recursos naturais tão fundamentais à vida.

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Direcionando à criação de espaços que despertem a atenção e o raciocínio da criança para os problemas ecológicos ambientais, que seja ao mesmo tempo atrativo e capaz de promover um desenvolvimento cognitivo e afetivo que lhe auxilie na tomada de decisões que favoreçam a preservação e a conservação das espécies vegetais e seus respectivos ecossistemas de forma lúdica e demonstrativa.

A profusão de formas, cores e conceitos que marcam o estilo do paisagismo contemporâneo são grandes aliados na construção do espaço voltado para a criança, reinventando vanguardas, aliando às necessidades urbanas tanto no campo do lazer quanto nos campos pedagógicos e artísticos, fazendo uso de novas tecnologias construtivas e profissionais multidisciplinares capazes de transformar simples espaços em verdadeiras obras de arte.

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Podemos citar o projeto  paisagístico para o Parque da Juventude São Paulo/SP de Rosa Kliass, que incorporou à sua criação, elementos já existentes no local, antes um complexo penitenciário, apropriando-se de estruturas inacabadas, ruínas e prédios inteiros adaptando-os a novos usos, fazendo uma releitura do lugar que antes tinha uma característica de punição e readequação de indivíduos ao convívio social e a partir desta intervenção, passaria a ter um caráter educativo, histórico e recreativo.

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No Parque Estadual da Lagoa de Carapicuíba/SP, projeto do escritório da arquiteta Maria Cecília Barbieri Gorski e Michel Todel Gorski, foi criado um Núcleo de Convívio formado por 3 Pavilhões onde um deles é destinado à educação para sustentabilidade. No local existem salas de aula, uma bancada para práticas de jardinagem e trabalhos manuais, pias e espaço aberto onde deverão acontecer atividades lúdicas destinadas à educação e preservação do meio ambiente.

Estes são apenas alguns exemplos do que pode ser feito para nossas crianças e por que não dizer para o mundo.

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No entanto, cabe a todos nós, como cidadãos globais entender que nossas atitudes influenciam o planeta de uma maneira muito mais ampla do que imaginamos, toda nossa ação que tenha o intuito de preservar/reutilizar os recursos naturais, por mais insignificante que pareçam são extremamente válidos, pois além de fazer a nossa parte como responsáveis pela preservação e conservação destes recursos geramos uma espécie de cadeia do bem, ações realizadas pelo simples exemplo que damos ao reciclar material, reutilizar a água, apagar a luz ou simplesmente plantar uma árvore.

Colaboração: Andresa Buchud - www.saluter.com.br.

Fonte: Parque da juventude rosa kliass  do Livro Desenhando Paisagens, moldando uma profissão.


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